Mostrar mensagens com a etiqueta educação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta educação. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

O porquê da Carminho frequentar o Gymboree

Muitas de vós que me seguem através do instagram (aqui), têm-me visto - ora com a Carminho, ora com a Frederica - no Gymboree de Carnaxide. Tenho recebido muitos comentários e pedidos de informação sobre este espaço e decidi vir contar-vos mais sobre ele. 

Como sabem, a Carminho está em casa de uma ama (a avó L.) desde os 6 meses. Estamos muito gratos a estes avós que a tratam como neta e cuidam dela melhor que ninguém. Com eles aprendeu um sem número de coisas enquanto esteve protegida das doenças dos infantários. Chegada aos 2 anos e meio, a Carminho já pede, muitas vezes, para ir para a escola e mostra muita vontade em fazer atividades diferentes e desafiantes: colar, pintar, desenhar. Pensámos muito e decidimos experimentar o Gymboree e proporcionar-lhe mais interacção social com outros meninos da idade dela enquanto faz as atividades que gosta. Assim que experimentámos, a Carminho quis voltar! 

O programa chama-se School Skills e é precisamente indicado para meninos que não frequentem o infantário. O objetivo é desenvolver as competências emocionais, sociais e intelectuais consideradas fundamentais para uma entrada na escola de forma tranquila. As atividades são variadas e sempre muito divertidas e ajudam a desenvolver a curiosidade, a confiança, a imaginação, a perseverança e a cooperação.   

Cada dia da semana tem um tema e, dentro desse tema, as atividades variam. O que é sempre igual é a forma como se iniciam e terminam as atividades: com uma música. A música é sempre uma óptima solução porque cativa a atenção dos meninos e faz com que desenvolvam as suas competências musicais, ao mesmo tempo que estimula a capacidade de memorização. A música também é utilizada para chamar a atenção noutras alturas nomeadamente na hora de arrumar o material (já tenho ouvido a Carminho a cantar "vamos arrumar, arrumar as bolas. Vamos arrumar, arrumar as bolas, muito obrigada). É fantástico como, de semana para semana, se notam diferenças no comportamento dela e na maneira de estar!  

Outro fator importante é que se deixa que os meninos circulem à vontade, não sendo obrigados nem forçados a participar numa determinada atividade. Vão-se chamando os meninos e tentando que participem mas, caso não queiram, podem ficar apenas a observar (muitos deles acabam por, a certa altura, querer entrar e participar também na tarefa).

Estamos muito satisfeitos com a nossa escolha e vamos continuar a frequentar estas aulas. Todas as semanas a Carminho pergunta pelo Gymbo (a mascote do Gymboree) pela "tia Catarina" e pela Mariana, as educadoras desta faixa etária: 



A Mariana



A Catarina










Estas bolinhas não têm sabão! São especiais para crianças e são top! 
Conto-vos tudo sobre elas num outro post!   




Se quiserem saber mais sobre este, outro programa ou até outro tipo de aulas e workshops, contactem o Gymboree de Carnaxide e peçam para falar com a Catarina Saraiva. Há uma enorme variedade de temáticas nas aulas e sim, qualquer família tem direito a uma aula experimental grátis. Levem os vossos filhos e experimentem! Basta ligar para marcar e voilá! =) 

Um beijinho, 

Mafalda 

segunda-feira, 10 de abril de 2017

"Não quero que o meu filho seja o melhor, apenas que seja feliz"

Já perdi a conta às vezes que li isto aqui e ali pelas redes sociais. É claro que, qualquer pai ou mãe querem o melhor para os seus filhos e isso passa por ser feliz, em primeira instância. Mas, felizmente ou infelizmente, a minha profissão (para quem não sabe sou professora) obriga-me a ter uma visão bem mais realista sobre esta citação. 

Um aluno feliz é, para mim, um aluno que se levanta de manhã entusiasmado porque vai para a escola, seja pelo que vai aprender ou, muito possivelmente, por saber que vai brincar com os seus amigos. A escola é um espaço onde se sente feliz e bem consigo mesmo. Mas a felicidade de uma criança não advém só do facto de saber que se irá encontrar com os seus amigos, a felicidade também está inscrita nos trabalhos, nas fichas, nos projetos e, também, nos testes. 

Acreditem que já levo os anos de ensino suficientes para ter presenciado a alegria de receber um trabalho com uma boa nota, com um elogio, com um smile desenhado pelo professor. E garanto-vos que, para mim, não há satisfação maior. Acreditem que não há melhor para um professor do que a ansiedade e o frio na barriga que se sente antes de entregar um teste com uma boa nota para o aluno, seja um Satisfaz a um menino que não conhece outra nota que o Não Satisfaz, seja um Excelente a um menino de Muito Bom! 

O professor vive a alegria desta conquista, mas quem comemora verdadeiramente é o aluno. Não imaginam quantas vezes já vi alunos ajoelhados, a gritar, a festejar, a chorar de alegria, a abraçar outros alunos, a olhar para o teto (como que a olhar para o céu)....enfim, tudo isto para comemorar uma boa nota! Uma nota suada, com estudo, com esforço, com afinco! Comemoram os professores, os alunos, os pais, enfim...todos ficam satisfeitos! 

"Não quero que o meu filho seja o melhor, apenas que seja feliz" deverá ser (pelo menos, para mim):
"não quero que o meu filho seja o melhor, apenas o melhor que conseguir ser" no sentido de se esforçar para ser o melhor que conseguir, não em relação aos outros mas em relação a si próprio. Para que possa sentir orgulho pelo seu próprio trabalho, pelo caminho que foi traçando e por chegar até onde quer que seja e que deseja. Esta é a minha visão das coisas.  Concordam?



Um beijinho, 

Mafalda Braz  

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Novo ano!

Para quem não tem filhos pequenos ou para quem não trabalha na área da Educação, talvez o mês de Setembro não lhe diga muito. Talvez seja apenas o mês de regresso ao trabalho depois de um período de férias na praia. 

Por aqui, o mês de Setembro é um mês MUITO importante: é o mês em que regresso ao trabalho mas em que dou início a um novo ano letivo. Alunos novos, material novo, novas ideias, novas planificações e novas atividades! E eu confesso que ainda vibro com o arranque do ano como se fosse aquela miúda gordinha, que corava com facilidade e que se escondia por trás do bibe aos quadradinhos. Tanto é que me tenho contido para não entrar na Staples mas acho que não vai passar desta semana! Pelo menos canetas esferográficas às cores já comprei (o A. já nem reclama!). 

Gosto de organizar tudo...de saber onde vou guardar o meu material, como vou organizar os documentos, os testes, as fichas, enfim...um cem número de coisas! Já ando inclusivamente a magicar a decoração dos meus cantinhos de inglês em cada sala: os English Corner

Penso que isto quererá dizer que estou na profissão certa...ou não? 


Façamos do Setembro um mês memorável! 

E, como dizia uma amiga minha hoje: Feliz Ano NOVO! =)

Um beijinho, 

Mafalda 



sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Deedoo

De entre as várias coisas que tento trabalhar com os meus alunos - para além dos conteúdos pedagógicos -, há uma que se destaca e que se chama autonomia. Para quem não me sabe, sou professora de inglês do jardim de infância e 1º ciclo. Desde os 3 anos que tento, ao máximo, incutir responsabilidade e autonomia, isto porque para mim, não faz sentido de outra forma. Claro que demoro muito mais tempo em determinadas tarefas porque, em vez de ser eu a fazê-las, são eles. Mas a médio prazo, tenho tido já muito bons resultados ao longo destes anos de ensino.   

Regra geral, as tarefas passam por abrir e fechar o livro de inglês sozinhos, arrumar o livro na prateleira e formar fila, escolher um helper todos os dias, entre tantas outras....claro que, no início do ano, é difícil. As crianças levam o seu tempo e nem todas chegam ao destino ao mesmo tempo. Para mim o que importa é que vão chegando, respeitando o ritmo de cada um. 

Neste sentido, é importante que os pais também promovam este tipo de atividades em casa. Muitas vezes os pais me questionam o que podem fazer em casa para que o filho faça determinada tarefa ou que não seja tão tímido e tão acabrunhado na escola. Para mim, de entre outras coisas que se pode fazer, esta é fundamental:

   


Chama-se Deedoo e é um quadro de rotinas. Ao preencher diariamente este quadro de rotinas, estamos a ajudar a criança a desenvolver a autonomia, a responsabilidade e a independência. Através do cumprimento das tarefas diárias, ajudamo-la também a criar rotinas e a sentir-se mais segura, reduzindo assim a ansiedade. Esta foi uma ferramenta desenhada por psicólogos (uma das quais eu sigo e gosto MUITO, a Dra Olga Reis), de forma a potenciar as relações familiares e a harmonia entre os seus vários membros. 
E agora dizem-me: também posso fazer o quadro em casa e imprimi-lo. Sim, pode mas este é muito mais giro e funcional porque é colorido e vem com imans. É, por isso, uma ferramenta funcional e apelativa à visão dos mais pequenos. 
Estou fã e vocês?