quarta-feira, 13 de março de 2019

Fomos à homeopata!



Tantas de vocês me têm pedido post sobre a consulta de homeopatia (através da nossa página de instagram - aqui)  que aqui estou para vos dar feedback. Antes disso, preciso de voltar um bocadinho atrás para vos explicar a razão pela qual decidimos recorrer a um homeopata. 

A Kiki ainda tinha meses quando fez duas bronquiolites quase de seguida. A par disso, andava sempre com tosse, uma tosse seca que teimava em não passar. Não estava obstruída e mesmo assim tinha aquela tosse. Falámos com a nossa Pediatra e recomendou-nos fazer tratamento com singulair, dizendo-nos que, provavelmente, poderia ter alguma alergia ou problema respiratório. Faríamos tratamento e veríamos se voltaria a tossir ou a ter bronquiolite. A Kiki começou a tomar a medicação e, coincidência ou não, a pele reagiu. Fez uma enorme reação nas costas e foi, nesta altura, que descobrimos que tinha dermatite atópica. Suspendemos o singulair e, na consulta seguinte, a médica desvalorizou esta ligação. Dado que tinha parado de tossir e nunca mais tinha tido episódios de bronquiolite, mandou-nos continuar com o tratamento. Continuámos até ao mês de fevereiro. 

No Verão teve a primeira bronquiolite e, a partir daí, seguiram-se mais meia dúzia, uma delas bilateral. Depois da terceira otite e, incentivados pela Pediatra, fomos ao otorrinolaringologista que, depois de analisar um timpanograma feito à Kiki, nos disse que tinha uma ventilação deficiente nos ouvidos e que, por essa razão, tinha tantas otites. Recomendou-nos fazer tratamento com um corticóide - Nasomet - e regressar lá cerca de três meses depois. Se as otites persistissem, pensaríamos em ajustar a medicação e/ou na colocação dos tubinhos nos ouvidos (que todos conhecem por ter uma alta taxa de sucesso no tratamento das otites). A meio de fevereiro estávamos a suspender o Nasomet pois achámos que não estava a surtir efeito e, sendo um corticóide, não nos inspirava confiança. Reflectimos os dois e resolvemos abolir o singulair também (note-se que esta decisão foi tomada por nós e não pela Pediatra, neste momento nada sabe sobre este assunto). 

Há uns dias uma amiga falou-me da Dra Cristina Pombo (homeopata) e depois de pensarmos e pesarmos tudo, decidimos arriscar e marcámos consulta para o passado domingo (sim, ela dá consultas ao domingo!). Estivemos cerca de uma hora em consulta e só posso dizer que nos fez quase um RX à Kiki. Perguntou tudo: o que gostava de comer, como é que se comportava, doenças, historial familiar, hábitos, sono, transpiração...tudo o que possam imaginar! 

Explicou-nos que o Singulair tem como princípio o montelucaste e que é um broncodilatador ou seja, bloqueia os locotrienos - responsáveis pelo estreitamento e inchaço das vias respiratórias - e ajuda a controlar a asma e os sintomas de alergia. Além disso, é um imunosupresssor, o que quer dizer que atua como bloqueador da atividade do sistema imunológico, não deixando que atue e que faça a sua função de forma efetiva. No fundo, congratulou-nos por termos parado de dar estas duas medicações pois, em traços gerais, não tratam a doença, camuflam-na. 

Frisou várias vezes que a homeopatia não pretende agir da mesma forma que a medicina tradicional, ou seja, não é suposto estar constantemente a medicar. Faz-se um tratamento homeopático e espera-se que dê resultado, não sendo mais necessário recorrer ao mesmo posteriormente. 

Combinámos que continuaríamos com o antibiótico (pois já ia a meio do tratamento), faríamos um dia de paragem e iniciaríamos o tratamento homeopático para atuar contra as otites (serão apenas três bolinhas diluídas em água morna). Deu-nos, também, indicação de outra medicação homeopática para termos em casa em SOS e disse-nos para a contactar por sms caso volte a ficar doente. 

Vamos ver...estamos muito esperançosos e queremos mesmo o tratamento menos agressivo e o mais confortável possível para a Kiki.     

Por aí, já recorreram à homeopatia? Contem-me tudo! 

Um beijinho, 

Mafalda 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Filhos em tudo diferentes

Outro dia uma colega dizia-me qualquer coisa como isto: "eu era muito boa a dar conselhos antes de ser Mãe". Fiquei a matutar naquilo e achei a frase fantástica. Caramba! Quantas de nós já chegaram a esta conclusão? 

Antes de ser mãe dizia que ia fazer assim ou assado, que não ia dar colo a mais às minhas filhas, que não as ia deixar dormir na nossa cama, que ia dizer "não" aos telemóveis e ipads, que não ia deixar comer doces antes dos 20 anos (brincadeirinha!)...ui, tantas promessas que fiz(emos)! Tudo isto, claro, antes de nos tornarmos Mães. E é, por essa razão, que tento ao máximo não criticar. Ninguém sabe verdadeiramente como é estar numa determinada situação senão a pessoa que a vivencia! Podemos tentar perceber e ajudar mas julgar não ajuda, só complica!

Uma das coisas que me fazia confusão é pensar como é que, dentro da mesma casa, haveria dois irmãos tão diferentes. Não estou a falar enquanto adultos, com personalidades distintas. Achava esquisito como é que uns pais educariam da mesma forma dois filhos tendo um deles um comportamento totalmente distinto. Achava estranho até nascer a Frederica. Até perceber que a exigência é exatamente a mesma mas o comportamento completamente diferente. Nunca soube o que era ralhar 10 vezes no espaço de 1 minuto, nunca soube o que era andar pela casa com um bebé colado à minha perna a exigir atenção, nunca soube o que era ter um chão cheio de brinquedos espalhados por todo o lado até debaixo do sofá, nunca soube o que era uma birra de se atirar para o chão e bater com os pés, nem muito menos um "não" com o dedo indicador levantado...nunca soube nada disto, até nascer a Frederica! 

Dizem que os segundos são, em tudo, diferentes dos primeiros. Nós tentamos ao máximo colocar o mesmo amor e os mesmos princípios na forma como a educamos mas a Frederica é tão mas tão diferente! É a nossa maior alegria mas consegue tirar-nos do sério e desafiar-nos como só ela! As pessoas riem-se da safadice dela e nós muitas vezes também achamos graça mas há dias em que desesperamos com tanto desafio! 



Por aí como foi? Os segundos mais safados que os primeiros ou não? 

Um beijinho, 

Mafalda 


terça-feira, 13 de novembro de 2018

Vamos brincar para a mudança na IKEA

No Sábado fomos conhecer a campanha da IKEA "Vamos brincar para a mudança". A campanha já não é recente mas vale a pena explicar-vos melhor o que se pretende através dela. Esta campanha pretende divulgar e promover a importância da brincadeira na infância, sempre num ambiente seguro. 

" (...) Brincar torna-nos mais criativos, fortes e ativos, para além de estimular o nosso desenvolvimento e despertar a curiosidade". refere Cláudia Domingues, responsável da comunicação e sustentabilidade da IKEA Portugal. 

A IKEA desenvolveu o maior estudo sobre brincar - o Play Report - onde, mais uma vez, ficou provado que é essencial brincar todos os dias: para recarregar, aproximar, evadir, explorar, e, claro, divertir. Assim, a IKEA lança novos brinquedos e cria novas formas de brincar, associados a espaços pensados ao pormenor e para este fim. 

Esta campanha também lança um concurso às escolas públicas do 1º ciclo denominado "Vamos brincar na escola": as escolas deverão apresentar um projeto que promova mais e melhores condições para diferentes tipos de brincadeiras. O prémio será o valor correspondente das vendas da colecção limitada SAGOSKATT de 2018 e reverterá para a implementação do projeto na escola vencedora.

Entre os novos brinquedos que vimos e experimentámos, destaco os seguintes (há um ou outro que não são novidade):

Vagão + guindaste
8€

Contas para brincar. No contexto escolar chamam, geralmente, "enfiamentos". Óptimo para trabalhar a motricidade fina, tão necessária para poder recortar ou segurar,simplesmente, num lápis. 
12€ 

Corda de saltar com LED (how cool?)
12€ 

Jogo com bolas e colete 
17€ 

Jogo de dardos
14€

Jogo roda da fortuna
18€ 

Tear
22€ 

Reboque com cubos
14,99€ 

Aproveitem as sugestões para o Natal e façam com que o tempo com os vossos filhos seja um tempo de qualidade! Passa tudo muito rápido e não tarda, eles já não vão querer brincar! 

Um beijinho, 

Mafalda  

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Carminho foi para a escola (o 1º mês)

Muito me pediram para falar sobre a adaptação da Carminho à escola e, nesse sentido, realizei,  no instagram (aqui) uma sondagem para saber se preferiam que vos contasse por escrito ou através dos stories no instagram. A maioria votou nos stories mas, infelizmente, o vídeo que fiz não foi publicado devido a um problema de espaço no telemóvel :( 
Assim sendo, vai por aqui, espero que não se importem! 

As primeiras duas semanas de colégio foram difíceis para a Carminho e para nós (confesso!). Depois de se aperceber que não ficava no colégio por uma hora ou duas mas o dia todo, começou a chorar desde que se levantava até que a deixávamos (durante o dia tinha momentos em que se distraía, outros em que chorava e chamava por nós, especialmente por mim pois sabe que trabalho no edifício em frente). Explicámos-lhe sempre que ir para a escola era para ser uma coisa boa, que lá ia poder aprender imensas coisas, brincar com outros meninos e explorar a Natureza (o colégio tem muitos espaços verdes), mas nada parecia convencê-la a gostar deste novo espaço. Falou muitas vezes que não queria ir, que não gostava do colégio, que queria era ir para casa da avó L. (a pessoa que ficava com ela) mas nunca cedemos, ou seja, nunca trocámos uma coisa pela outra. Falámos com a avó L. e concordámos que a Carminho continuaria a ir a casa dela mas apenas uma vez por semana e à sexta-feira à tarde, de modo a que não comprometesse a adaptação da Carminho.

Foi duro. A Carminho percebeu que nos afetava com todo este choro e insegurança e aproveitou-se disso para nos fazer pensar e vacilar (mais a mim que sou mais fraquinha nestas coisas! ahahah!), chegou a dizer-me que se zangavam com ela e que a punham de castigo...tudo invenções! Tenho a maior confiança nos meus colegas e, por esta razão, nunca duvidei que estava a ser muito bem tratada (aliás até demais pois faziam de tudo para que se distraisse, inclusivamente carregar com ela ao colo praticamente o dia todo!). Percebemos, juntamente com a Coordenadora, que estava a tentar levar a sua avante e por-nos a pensar. Como a nossa abordagem não estava a resultar, mudámos de atitude. Explicámos-lhe que agora era crescida e que estava na altura de ir para o colégio, ter novos amigos e aprender muitas coisas novas, tal como a Frederica faz na creche. O pai e a Mãe iam trabalhar, a Kiki ia para a escola aprender e estava na altura dela fazer o mesmo. Recusou muitas vezes mas explicámos-lhe que não havia alternativa, só dependia dela aceitar e acalmar-se para que começasse a perceber que a escola era um local bom.

Na segunda semana já começou a deixar de chorar na altura da despedida e, a partir da terceira semana, já ia para o colégio toda contente. À hora de saída, vinha a correr sempre com um sorriso de orelha a orelha e, na última semana, já não a vimos ao portão ao fim do dia, estava distraída a brincar com outros meninos. Começou, progressivamente, a falar da Educadora e da auxiliar, dos amigos, das aulas de música, da ginástica, da pintura, do inglês e do ballet. À terça e à quinta-feira dou aulas na sala ao lado da dela e, no recreio, já consigo estar um bocadinho com ela e despedir-me sem que chore. Já percebeu que a Mãe é professora dos mais crescidos, que dá aulas no edifício em frente mas que esse é o trabalho da Mãe. Já percebeu que, se me vir durante o dia, não é porque a fui buscar mais cedo mas porque estou a trabalhar. =)

Foi duro. Para ela e para todos (acreditam que, na primeira semana de adaptação da Carminho, tivemos dificuldades em deixar a Kiki na creche também?). Foi difícil mas já passou. Sinceramente não achavámos que ia ser desta forma - pois a Carminho sempre demonstrou muita vontade em estar com outros meninos e em ir para a escola -, mas foi. Custou-nos aceitar esta realidade e lidar com esta situação mas foi mais um momento em que nos ultrapassámos como Pais. Estamos felizes agora. Felizes e descansados.



Convosco como foi? Foi assim também ou foi mais pacífico?

Um beijinho,

Mafalda   

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

1 ano de Kiki!

Um ano de Frederica que é como quem diz, um ano de Kiki! 

Confesso que tem sido um grande desafio educar esta piolha mas só posso agradecer porque, no meio de tudo isto, quem mais tem aprendido sou eu. Começou por ser uma gravidez difícil, não por ter tido problemas durante a gestação mas por ter passado o Verão grávida (sabem que eu e o Verão não somos grandes amigos...). Fiz muitas viagens de carro Lisboa-Algarve-Lisboa e estive muitas vezes sozinha com a Carminho (o Pai estava a trabalhar imensas horas na altura!). Toda a logística de casa foi difícil (ainda que o Pai e a avó V. ajudassem)...gerir o tempo para tratar de tudo pareceu-me, muitas vezes, impossível, ainda mais no meio de birras e chamadas de atenção por parte da Minho. 

E depois a Frederica nasce prematura às 35 semanas. Ainda no fim-de-semana falava com as minhas primas sobre isso. Sinceramente, quando rebentaram as águas e fomos para a CUF, nunca pensei que as coisas se iam complicar, juro-vos. Nem por um minuto equacionei que lhe poderia acontecer alguma coisa, que poderia ter de ficar na incubadora, que poderia ter de precisar de ser intubada ou ser operada por qualquer razão. Não sei se foi inconsciência minha, falta de maturidade ou o que seja. Para mim, a explicação que encontro é ter entregue tudo nas mãos de Deus e da minha obstetra (em quem eu confio até de OLHOS FECHADOS). Nessa conversa, dizia eu a uma das minhas primas que não precisava de muito para parir: "só preciso de uma sala e da minha médica", elas riam-se.

A Frederica nasce bem, tudo como um bebé "de termo": chora, bom índice de Apgar, mama de imediato. Apesar do baixo peso, conseguimos sair e regressamos os 4 a casa. O Pai volta ao trabalho e eu fico a levar o barco com as duas, com a ajuda da minha Mãe todos os dias ao fim do dia (sem isto não sei como seria, sinceramente!). Regressam as birras da Carminho e começam os desafios de ser Mãe de um bebé prematuro. A Frederica foi, em muitas coisas, muito mais exigente. Sempre com muitas cólicas, a precisar de silêncio para poder dormir e estar tranquila, por isso quase não saímos de casa nos primeiros meses. 

Depois começou a crescer e a comer sólidos, passaram as cólicas (ufa!). Começou, pouco a pouco, a demonstrar a personalidade e a querer levar a sua avante. Foi para a creche e aprendeu a esperar e a ter que dividir a atenção de quem mais gosta (entre outras coisas).

Gosta de explorar novos espaços, de brincar com caixas, de espalhar coisas e de trepar pelas pernas do adulto (o meu Pai chama-a de alpinista! =) ). É VIDRADA no Pai e ADORA a irmã e tudo o que ela faz (ou não fosse ela a irmã mais nova!). A fruta preferida é o melão e não perde por nada uma panqueca feita por mim, um bocadinho de pão ou uma bolachinha, está sempre a querer ver o que estamos a comer e "pede" para provar. É safada e brincalhona, adora cócegas!    

Assim é a nossa Kiki. Espero continuar à altura deste desafio que é ser Mãe desta piolha porque só neste ano cresci por cinco ou seis! 

Que continues sempre com um sorriso, mesmo nos dias cinzentos! 


Fofo DOT


Obrigada por todas as vossas mensagens e demonstrações de carinho ! Não imaginam o quanto nos sabe bem sabermos que gostam de nós e que nos acompanham! Obrigada, de coração!

Um beijinho, 

Mafalda 


terça-feira, 2 de outubro de 2018

Como criar uma lancheira saborosa, prática e saudável

Todas sabem da nossa preocupação com a nossa alimentação cá em casa em especial das meninas, não sabem? Não somos fundamentalistas, também comemos coisas que não devemos (quem nunca?) mas, como costumo dizer, não é a regra, é a excepção. Sentimo-nos bem ao fazer escolhas mais saudáveis e isso é o que nos interessa!

Há uns tempos desafiei uma Nutricionista - Marta Magriço - a colaborar com o blog e felizmente a resposta foi positiva =) Agora podemos esclarecer as nossas dúvidas, partilhar receitas e aprender mais com quem sabe. Estou tão entusiasmada!

A Marta tem dois filhos - o Francisco e o Vicente, ambos pequenos. A sua paixão é a família e adora passar horas a explorar receitas, dicas e truques para mostrar às famílias e aos mais novos que ser saudável não custa assim tanto e é do melhor que há! 

Esta semana a Marta traz-nos um tema que aposto que vão gostar: lancheiras escolares! 

Setembro é o mês de regresso às aulas e às rotinas, entre as quais está a preparação da lancheira escolar! Por norma, este é um tema que suscita sempre muitas dúvidas aos pais que, por um lado não querem cair na tentação de enviar sempre as mesmas opções aos filhos mas, por outro lado, não sabem como variar e o que incluir sem recorrer, na maioria das vezes, às opções já preparadas e disponibilizadas nas grandes superfícies comerciais. É difícil aliar praticidade com qualidade alimentar! 

Primeiro, gostava de vos explicar a importância das nossas crianças terem lancheiras saudáveis e equilibradas. Basicamente, é muito importante que as crianças mantenham os seus níveis de glicose para conseguirem aprender melhor. De forma a manterem estes níveis de glicose, queremos dar-lhes alimentos de boa qualidade, o mais natural e menos processado possível, ou seja, queremos evitar as gomas, bolos, bolachas de pacote e sumos. E, se em vez destes alimentos, optarmos por fruta, granola caseira, pão, leite, iogurtes, palitos de cenouras...? Deixo-vos 5 combinações que não falham e que concorrem para uma lancheira super cool, saborosa e equilibrada:  

1. Iogurte natural + granola caseira + 1 peça de fruta da época

2. Batido de fruta caseiro + 1/2 pão de mistura com manteiga de amendoim

3. 1 pacotinho de leite + 1 fatia de banana bread caseiro 

4. Batido de fruta caseiro + 4 bolachas de aveia e banana

5. Iogurte líquido + 1 peça de fruta da época + mix de frutos secos sem sal

E é aqui que geralmente chegam as reacções: "Mas como é que tenho tempo para preparar isso tudo no dia-a-dia? " A minha resposta é: planeamento e organização! 

Tudo o que for feito em casa como a granola ou as bolachas poderão fazer em maior quantidade e guardar em frascos herméticos. Desde que bem acondicionado, durará muito tempo. Snacks como banana bread, muffins, panquecas poderão ser feitos em mais quantidade e congelados posteriormente. Depois, é só tirar a quantidade desejada e descongelar de um dia para o outro. 

Alimentos que não precisam de frio como uma maçã ou frutos secos poderão ser colocados na lancheira de véspera. Os restantes, guardem-nos na mesma prateleira do frigorífico. No dia seguinte, é só retirar tudo " em bloco" e acondicionar! 

Por último, não se esqueçam que a lancheira é um reflexo da alimentação em casa e que não podemos querer que as nossas crianças comam bem se não lhes é dado esse exemplo ou oportunidade. 

Se tiverem dúvidas estou por aqui:
Instagram: martamagrico
Email: magricomarta@gmail.com
Se tiverem dúvidas estou por aqui: instagram @martamagrico ou através do e-mail magricomarta@gmail.com.

Espero que tenham gostado!

Um beijinho,

Mafalda e Marta

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O primeiro dia de escola da Carminho

Pois é, chegou o meu dia. O dia da Carminho. O nosso dia. Hoje já não estou aqui para vos dar conselhos sobre o primeiro dia de escola mas para vos contar como foi o da Carminho. 

A Carminho fez 3 anos em junho e, como tal, deixou de ir para casa da Avó L. para passar a vir para a escola. Acabámos por decidir inscrevê-la na escola onde trabalho depois de ponderarmos todos os prós e contras e ela viveu este último ano a exprimir o desejo e a vontade de ir para a escola. Adorámos a forma como os avós emprestados cuidaram dela durante estes três anos (OBRIGADA!) mas já estava mais que na altura da Carminho ir para a escola, pois demonstrava muita vontade de estar com mais meninos e de aprender e desenvolver outro tipo de competências. 

Nesta última semana que esteve em casa notámos que estava um bocadinho ansiosa com este assunto e, por já sabermos que os momentos de ansiedade têm expressão durante a noite (afetando-lhe a qualidade do sono e o descanso), não falámos muito no assunto. Ontem viu que tinha o bibe do colégio já com a etiqueta do nome e viu que estava a separar o material mas não falámos sobre o facto de ser hoje o seu primeiro dia de escola. Hoje acordámo-la como num dia normal e explicámos-lhe que iria ser o seu primeiro dia de aulas. Dissemos-lhe como é que iria decorrer o dia, o nome da professora e da auxiliar e frisámos (mais uma vez) que agora só iria a casa da avó L. de vez em quando (combinámos com a avó que iria, por vezes, buscá-la pois não queremos cortar laços de maneira nenhuma). Tirámos fotografia à porta de casa e viemos os dois trazê-la. Veio sempre alegre mas meio ansiosa, consegui sentir perfeitamente (as mães sentem tudo, não é?). Chegou à sala e entrou mas não quis dar um beijinho à Educadora. Sentou-se, a Educadora deu-lhe uma plasticina à escolha e lá ficou a fazer. Estivemos um bocadinho na sala a observar e despedimo-nos. 

Por ser professora no mesmo colégio sei que tenho uma situação privilegiada mas não quis nem quero abusar porque sei que isso não trará vantagens para a Carminho. Soube, a meio da manhã, que estava a chorar e a chamar por mim e confesso que, inicialmente, não tinha pensado lá ir dar-lhe um conforto...acabei por ir mas, assim que cheguei ao portão, a madrinha da Carminho (que também é Educadora) fez-me sinal para me ir embora. Confiei, virei costas e vim-me embora. À tarde soube que não quis fazer a sesta e que voltou a choramingar um bocadinho, à parte disso esteve sempre bem.

Decidi, juntamente com o André, só ir buscá-la à hora normal e assim fizemos. Quando chegámos dormia no colo da auxiliar. Acordou com um sorriso de orelha a orelha e esteve a contar-nos o que fez, com quem brincou, o que almoçou e o que lanchou, o nome das profesoras e das auxiliares. Estava cansada mas feliz e só isso nos basta!

Fomos comer um gelado as duas, apanhámos a Kiki na creche e acabou por fazer uma sesta mal entrámos em casa.

E assim foi o primeiro dia de escola. Amanhã há mais! Obrigada por todas as vossas mensagens, não me canso de agradecer todo o vosso carinho!



Um beijinho,

Mafalda