segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O primeiro dia de escola da Carminho

Pois é, chegou o meu dia. O dia da Carminho. O nosso dia. Hoje já não estou aqui para vos dar conselhos sobre o primeiro dia de escola mas para vos contar como foi o da Carminho. 

A Carminho fez 3 anos em junho e, como tal, deixou de ir para casa da Avó L. para passar a vir para a escola. Acabámos por decidir inscrevê-la na escola onde trabalho depois de ponderarmos todos os prós e contras e ela viveu este último ano a exprimir o desejo e a vontade de ir para a escola. Adorámos a forma como os avós emprestados cuidaram dela durante estes três anos (OBRIGADA!) mas já estava mais que na altura da Carminho ir para a escola, pois demonstrava muita vontade de estar com mais meninos e de aprender e desenvolver outro tipo de competências. 

Nesta última semana que esteve em casa notámos que estava um bocadinho ansiosa com este assunto e, por já sabermos que os momentos de ansiedade têm expressão durante a noite (afetando-lhe a qualidade do sono e o descanso), não falámos muito no assunto. Ontem viu que tinha o bibe do colégio já com a etiqueta do nome e viu que estava a separar o material mas não falámos sobre o facto de ser hoje o seu primeiro dia de escola. Hoje acordámo-la como num dia normal e explicámos-lhe que iria ser o seu primeiro dia de aulas. Dissemos-lhe como é que iria decorrer o dia, o nome da professora e da auxiliar e frisámos (mais uma vez) que agora só iria a casa da avó L. de vez em quando (combinámos com a avó que iria, por vezes, buscá-la pois não queremos cortar laços de maneira nenhuma). Tirámos fotografia à porta de casa e viemos os dois trazê-la. Veio sempre alegre mas meio ansiosa, consegui sentir perfeitamente (as mães sentem tudo, não é?). Chegou à sala e entrou mas não quis dar um beijinho à Educadora. Sentou-se, a Educadora deu-lhe uma plasticina à escolha e lá ficou a fazer. Estivemos um bocadinho na sala a observar e despedimo-nos. 

Por ser professora no mesmo colégio sei que tenho uma situação privilegiada mas não quis nem quero abusar porque sei que isso não trará vantagens para a Carminho. Soube, a meio da manhã, que estava a chorar e a chamar por mim e confesso que, inicialmente, não tinha pensado lá ir dar-lhe um conforto...acabei por ir mas, assim que cheguei ao portão, a madrinha da Carminho (que também é Educadora) fez-me sinal para me ir embora. Confiei, virei costas e vim-me embora. À tarde soube que não quis fazer a sesta e que voltou a choramingar um bocadinho, à parte disso esteve sempre bem.

Decidi, juntamente com o André, só ir buscá-la à hora normal e assim fizemos. Quando chegámos dormia no colo da auxiliar. Acordou com um sorriso de orelha a orelha e esteve a contar-nos o que fez, com quem brincou, o que almoçou e o que lanchou, o nome das profesoras e das auxiliares. Estava cansada mas feliz e só isso nos basta!

Fomos comer um gelado as duas, apanhámos a Kiki na creche e acabou por fazer uma sesta mal entrámos em casa.

E assim foi o primeiro dia de escola. Amanhã há mais! Obrigada por todas as vossas mensagens, não me canso de agradecer todo o vosso carinho!



Um beijinho,

Mafalda

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Coração de mãe NUNCA se engana!

Nos primeiros dias de agosto, uma semana depois de termos chegado, a Frederica começou a ter febres altas. Começou a ficar queixosa e a febre não baixava por nada. Esperámos os três dias (como aconselhou a Pediatra) e lá fomos com ela ao Hospital Particular do Algarve (a urgência particular mais perto de Lagos é no Alvor). Diagnóstico: otite. Antes disso, já tínhamos reparado numas manchas brancas na parte interior das bochechas e no céu da boca e tínhamos percebido que seria sapinhos (candidíase oral). Por esta razão, comecei logo a dar-lhe o Daktarin que já tinha pelo facto da Carminho já ter apanhado, também, sapinhos quando era bebé (por volta da mesma altura). Cortou-me o coração vê-la tão murcha durante estes dias mas logo que a pomada e o antibiótico começaram a fazer efeito, tivemos a nossa Kiki de volta! =)

Infelizmente, na semana passada foi a vez da Carminho. Começou, também, a ter febre, ficou murcha e começou a deixar de comer. Perguntámos-lhe se lhe doía alguma coisa, carreguei-lhe nos ouvidos (inicialmente pensávamos que pudesse ter, também, otite) e nada. A única coisa que dizia era que lhe doía a barriga. Na madrugada de Sábado, acordou as 4h da manhã a arder em febre e a delirar. Dizia coisas sem nexo e não aquietava, o que me levou logo a ficar preocupada. Inicialmente, o André queria esperar mais um dia mas, depois de tanto insistir, lá me deu razão. Decidimos que iríamos levá-la à urgência, desta vez a Faro pois a urgência pediátrica do Alvor só funcionava a partir das 10h. Deixámos a Kiki com os meus pais e às 5h da manhã metemo-nos no carro rumo ao Hospital Particular de Gambelas (Faro). Custou-nos muito fazer a viagem para Faro, primeiro porque foi de madrugada, depois porque não é assim tão perto de Lagos. Ainda assim, naquele momento só queríamos ver a Carminho restabelecida e saber o porquê da febre tão alta. Chegámos e fomos logo chamados para fazer a triagem: em 30 minutos ficámos a saber que tinha amigdalite. O Pediatra foi impecável e disse-nos que, muitas vezes, os sintomas passam não só pela dor de garganta como pela dor de barriga. Resumindo: partilharam o mesmo antibiótico e dois ou três dias depois, a Carminho já parecia outra. 



Os pais que aprendam: uma Mãe tem sempre razão, não concordam? 

Um beijinho, 

Mafalda 

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

A dermatite atópica (da Frederica)

Tinha a Frederica cerca de 7 meses quando, um dia, descobri que as costas estavam cheias de manchas vermelhas e a pele estava muito irritada. Uns dias antes tinha reparado que a Frederica se mexia muito quando estava deitada de costas mas, como ela é muito enérgica, pensei que seriam movimentos para convidar à brincadeira.  Contactámos a Pediatra por mensagem e enviámos-lhe as fotografias: seria difícil de avaliar sem ser presencialmente mas, ao que parecia, seria eczema. Fez-nos algumas advertências e, uns dias depois, estava confirmado o diagnóstico: dermatite atópica. 

Para quem não sabe, a dermatite atópica é uma doença inflamatória da pele e é cada vez mais comum. Não tinha ideia mas manifesta-se, geralmente, durante o primeiro ano de vida e os sintomas podem ser, progressivamente, atenuados (à medida do crescimento), podendo mesmo vir a desaparecer durante a adolescência ou na idade adulta. A carga genética aqui é importante mas, no nosso caso, nenhum de nós tem dermatite atópica nem temos registo de episódios de alergias, asma ou rinite alérgica. A doença normalmente tem duas fases: uma em que a pele está mais calma (fase inactiva ou intervalo) e outra em que a pele está muito irritada, com eczema e onde é precisa a ajuda de medicação própria - corticosteroides - para parar a inflamação de forma mais rápida (fase ativa). 


Imagem retirada do site da Eucerin


Nunca pensei que a Frederica pudesse vir a ter uma doença destas, até porque a pele dela não me parece seca mas, pelos vistos, estava enganada. Além da consulta com a Pediatra onde pudemos perceber que cuidados teríamos de ter, tenho lido e pesquisado bastante. Percebi que a dermatite não se manifesta de igual forma em todas as pessoas e que os cremes poderão funcionar em determinadas peles e noutras não. Segundo a nossa Pediatra, é, muitas vezes, difícil de encontrar uma marca que consiga acalmar e proteger a pele por isso, quando lhe dissemos que tínhamos experimentado a  gama da ISDIN e que estava a funcionar, disse-nos para não trocar de marca nem experimentar mais nada.
Assim temos feito.


Conselhos a reter: 

* Banho rápido e com água morna. Gel de banho para pele atópica e creme emoliente de seguida. A pele deverá ser muito hidratada de forma a evitar que fique seca.  

* Roupa fresca (a Frederica é muito quente e como tem a dermatite não a posso agasalhar muito pois o calor agrava) e sempre de algodão

* Retirar as etiquetas da roupa 

* Manter as unhas curtas para evitar que se coce e faça ferida 

* Manter a temperatura ambiente fria e baixa humidade. (agora no Verão o quarto tem a janela semiaberta e a Frederica dorme, apenas, de fralda).  

* Avisar professores e educadores (no caso da Frederica avisei a Educadora que fez questão de ficar munida dos produtos que utilizamos, tendo colocado avisos junto ao trocador para que a Frederica só use os produtos que levamos). 

Espero ter ajudado a quem esteja a passar pelo mesmo. Nos momentos de crise utilizamos o Atrovent que faz milagres! Aconselho, no entanto, a falarem com o Pediatra ou com o Dermatologista pois, tal como referi anteriormente, cada caso é um caso.  

Um beijinho, 

Mafalda    

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Um olho à pirata!

Como já vos tinha contado, este ano decidimos inscrever a Carminho no ATL do colégio para onde vai em setembro, não só porque a avó L. (a pessoa que cuida dela)  já está de férias mas, sobretudo, porque achámos que lhe ia fazer bem. Ia fazer praia, ganhar noção de grupo e de regras e entusiasmar-se por já fazer parte do colégio, enquanto fazia novos amigos e conhecia os professores e funcionários. 

Foi toda a semana muito entusiasmada, levantava-se com um sorriso de orelha a orelha e dizia que ia para a "praia do colégio com os amigos". Começou por ficar cheia de babas nas pernas (pensamos que tenha sido cá em casa mas achámos estranho pois a Frederica dorme no mesmo quarto e não tinha nenhuma). Depois, ficou com o corpo cheio de manchas que atribuímos primeiramente a alguma alergia alimentar mas posteriormente percebemos que era alergia ao sol/calor. Ontem, estávamos no refeitório e ela levantou-se para vir ter comigo à hora do lanche. Tropeçou e veio cair quase aos meus pés, batendo com o sobrolho na quina de uma mesa! Inicialmente pensei que era “só uma simples queda” mas a querida I. (a auxiliar que está com o grupo dela) disse-me LOGO que o melhor seria irmos a correr para a enfermaria. Acompanhada pela I., desci com ela nos braços enquanto se agarrava a mim a chorar baba e ranho. No espaço de 5 segundos, já tinha o olho inchado e no espaço de 10 já estava negro e com um tamanho enorme! A enfermeira colocou arnica e gelo e sugeriu que fizéssemos o mesmo em casa. A I. esteve sempre connosco e sempre a tentar distraí-la (obrigada minha querida!).  

Ontem não jantou, estava murcha e chorava por tudo e por nada. Hoje não foi a praia, esteve em casa comigo e só foi ao colégio de tarde. Apesar da boa disposição, vi que ficava incomodada com os olhares das pessoas. Ninguém fez por mal mas “oh, isso está muito feio. Coitadinha!” mexeram com ela. Saímos do colégio e decidi fazer uma surpresa e comprar o que mais gosta de comer: gelado! Acho que depois do que passou merece mimos extra, não concordam?



Bem dizem que ser Mãe é ter o coração nas mãos! :(

Um beijinho,

Mafalda

quinta-feira, 12 de julho de 2018

A adiar voltar ao blog

Confesso que tenho adiado o meu regresso ao blog. Os primeiros tempos de regresso ao trabalho foram, para mim, muito difíceis e eu demorei a adaptar-me. Muita gente diz que a maior mudança é quando nos tornamos pais pela primeira vez mas tanto eu como o André pensamos exatamente o contrário. Para nós, a mudança mais drástica foi da primeira para a segunda filha (mais ainda se a segunda for mais "mais difícil" que a primeira). 

Passámos de 3 para 4 e isso reflete-se em tudo: desde o momento em que acordamos e nos organizamos para sair de casa, passando pela organização doméstica e gestão financeira. Quem tem mais do que um filho sabe do que falo... não é fácil! Por isso, antes de se deixarem levar pelas caras fofinhas dos bebés que encontram, pensem, discutam com o(a) vosso(a) parceiro(a) e decidam se querem mesmo mudar a vossa vida numa volta de 180º graus porque, uma coisa vos garanto, TUDO muda! 

Aqui em casa, além de termos mudado algumas rotinas (jantamos mais cedo agora, por exemplo), noto muita diferença na quantidade de roupa. Todos os dias lavamos roupa e, ainda assim, o cesto nunca fica vazio! Depois, durante estes nove meses temos aprendido a ser mais pacientes enquanto pais. A Frederica teve cólicas até aos 6 meses por isso, imaginem o nível de irritação! Depois, é um bebé muito atento e curioso (já a Minho era), que gosta muito de explorar o ambiente ao seu redor! Neste sentido, as nossas refeições a 4 raramente são calmas e tranquilas do início ao fim pois, frequentemente, a Frederica mostra-se cansada de estar na cadeira de refeição. Além disso, as coisas ainda não estabilizaram com a Carminho. O sono dela é, muitas vezes, agitado e com medos, o que perturba o sono da Frederica (pois dormem no mesmo quarto) e o meu (normalmente sou eu que me levanto, não porque o André não o faça mas, simplesmente, porque tem o sono muito mais pesado que o meu). Se há pessoas que toleram o cansaço e a falta de sono, já eu não me incluo nesse grupo. Para mim, dormir é essencial para o meu bem estar físico e psicológico, se eu não descansar não consigo estar em equilíbrio, seja em que área for.

Por todas estas razões, confesso-vos que acordo a pensar em escrever-vos, mas perco a vontade ao fim do dia, quando me sento 5 minutos no sofá as 10h da noite. Vou tentar gerir as minhas funções de outra forma e arranjar um horário para me sentar ao computador mas ainda não ganhei forças, desculpem-me. Agradeço-vos por continuarem desse lado e peço-vos um pouco mais de paciência. Estou apenas a tentar gerir tudo da melhor forma.


Até lá, vou aproveitando cada momento destas piolhas pois elas crescem num ápice. A Frederica já fez 9 meses e a Carminho 3 anos! O tempo voa e não quero perder pitada de cada etapa! 


Por falar nisso...que temas gostariam que escrevesse? Façam-me chegar as vossas sugestões =)

Um beijinho e até já,

Mafalda  

segunda-feira, 25 de junho de 2018

As aulas da Frederica no Gymboree

Já vos expliquei por aqui porque é que a Carminho frequenta o Gymboree de Carnaxide (neste post) mas ainda não vos contei sobre as aulas da Frederica - Sensory Baby Play. Estas aulas inserem-se no programa Play & Learn.  São exclusivas para bebés dos 2 aos 6 meses (nível 1) e o objetivo primordial é desenvolver as competências motoras e sensoriais do bebé nos primeiros meses de vida ,ao mesmo tempo que oferece aos pais a possibilidade de aprender a desenvolver estas mesmas competências em casa. 

As atividades em que o bebé participa são sempre com a colaboração e vigilância do pai/mãe e seguem sempre o mesmo fio condutor, uma canção de boas vindas e uma canção no momento da despedida. Entre estes dois momentos, as atividades vão variando, quase sempre ao som de uma música (o que é óptimo para o desenvolvimento da plasticidade do cérebro). Há jogos com lanternas, reflexos no espelho, linguagem gestual, instrumentos musicais, brinquedos adequados à idade em questão, atividades de grupo, bolinhas de sabão (sem sabão) e o famoso paraquedas do Gymboree. 

Sempre que fomos, notei que a Frederica adorava participar, primeiro porque só houve uma vez que adormeceu e, depois, porque toda a sua atitude demonstrava querer interagir. Apesar de já não ser Mãe de primeira viagem e de ser professora, pude aprender imenso sobre como brincar com um bebé de forma a poder estimulá-lo e desenvolver as suas capacidades de forma correta. 



Sempre atenta a ver o que a rodeia =)



Minha tartaruga









Os vários Gymbos, a mascote do Gymboree que todos adoram

Desde que regressei ao trabalho que se revelou difícil de voltar às aulas mas agora que o ano letivo está a terminar esperamos conseguir fazer umas quantas de nível 2 (dos 6 aos 10 meses). 

Experimentem pois vale muito a pena! Contactem a Catarina do Gymboree de Carnaxide e marquem a vossa aula experimental! Depois contem-me o que acharam! Tenho a certeza que vão ADORAR! 

Um beijinho, 

Mafalda   

quinta-feira, 14 de junho de 2018

A Carminho não come nada!

Nunca tivemos grandes problemas com a alimentação da Carminho, sempre comeu de tudo e sempre demonstrou vontade em experimentar novos sabores e em variar. Em bebé, o apetite dela era normal, nunca o prato esteve muito cheio mas comia sempre uma refeição completa (sopa, prato e fruta). Ao chegar ao primeiro ano de idade e, dado que passámos a partilhar as nossas refeições com ela, o leque de opções foi sendo, progressivamente, alargado. Mais à frente, começou a demonstrar claras preferências na hora do lanche e, hoje em dia, as suas escolhas andam entre as gelatinas, os iogurtes e os queijinhos (estes, estes ou estes, sim ela adora queijo).

Por volta dos 2 anos, começou a deixar de comer o que comia e a quantidade que comia. O primeiro sinal foi a sopa que adorava e comia com gosto e que, de repente, começou a rejeitar. Nunca fomos muito insistentes com a comida nem nunca fizemos muita pressão com o facto de comer ou não certas coisas (nomeadamente vegetais) mas , havia dias em que a Carminho comia bem e outros em que não comia quase nada. O tempo começou a passar e apercebemo-nos que não seria uma fase de dias mas de semanas ou mesmo meses. Falei disto com a nossa Pediatra e disse-me que era perfeitamente normal.  Chegada à fase dos dois anos, as crianças começam a demonstrar certas preferências no que diz respeito à alimentação chegando, por vezes, a deixar de querer comer aquilo que adoravam anteriormente. Durante este processo, a nossa atitude foi sempre tentar que a Carminho comesse. Inicialmente, por desesperar com a pouca quantidade de comida, cheguei a dar-lhe outras opções mas rapidamente nos apercebemos que o melhor seria não exasperar e aguardar que tivesse fome na refeição seguinte, não deixando que petiscasse nos intervalos. Tem sido assim no último ano, há dias em que come este mundo e o outro e há dias em que não quer sopa, em que come duas garfadas do prato principal e uma peça de fruta.

Em conversa com outras Mães, apercebi-me que este processo tem um nome, que há estudos sobre isto e que há orientações concretas no documento de Orientações Técnicas de Saúde Materna, Infantil e dos Adolescentes da Direção Geral de Saúde. Chama-se Anorexia Fisiológica dos 2 anos e é um processo pelo qual todas as crianças passam, numas é mais visível, noutras nem tanto. Numas crianças demora semanas, noutras meses. Umas reagem de uma forma, outras de outra.

A Anorexia fisiológica não tem nada a ver com a outra anorexia que todos conhecemos, esta é de origem fisiológica, a outra é de origem nervosa. De uma forma simples, chama-se anorexia porque tem a ver com a perda de apetite. Os estudos indicam que há uma grande curva de crescimento (peso e crecimento/altura) no primeiro ano de vida, onde os bebés aproveitam tudo o que ingerem para se desenvolver. Depois disso, o corpo sinaliza que já não será necessário uma ingestão tão grande de nutrientes e as crianças começam a deixar de querer comer com a mesma vontade com que comiam até então.     

Agora que olho para trás, acho mesmo importante que isto seja falado pelos Pediatras, não para deixar os pais alarmados mas para fornecer aos pais ferramentas para lidar com o assunto de uma forma mais tranquila. Para nós adultos, há dias em que é muito difícil lidar com este assunto pois exige de nós muito autocontrole. Imaginem-se a cozinhar um dos pratos preferidos do vosso filho, a prepararem uma salada como tanto gosta e, chegada a hora da refeição, leva duas garfadas à boca e diz "Já não quero mais". É desesperante! Damos por nós a pensar em mil e uma possibilidades de refeição só para que coma mais um bocado do que anda a comer.  

Tudo isto para vos dizer e tranquilizar....acreditem que vai passar! Neste momento a Carminho já voltou a comer melhor e, agora com o Verão e os dias de praia, acredito que o apetite irá voltar em força. Apesar da nossa Pediatra não nos ter falado claramente deste processo, acabou por nos dar dicas de como abordar este assunto e ultrapassá-lo da melhor forma:

- não fazer dramas! Insistir mas sem chantagens, ameaças, ipads ou outras formas de negociação;

- evitar que petisque entre refeições; 

- não oferecer doces ou outros alimentos preferidos para compensar o que não comeu;

E, por último, se não houve grandes perdas de peso, se está feliz e se continua com uma boa atividade física, não há motivo para preocupação! É esperar que esta fase passe =)




Por aí, como foi? O que é que notaram?

Um beijinho,

Mafalda