quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Wishlist 34

A chegar aos 34 anos já na próxima semana, no dia 18! Nem acredito...acho que quando chegar aos 35 fico deprimida para o resto da vida pois já me aproximo dos 40!

Fora de brincadeiras, já o disse aqui e volto a dizê-lo: estou feliz e sou feliz. Tenho tudo o que preciso para ser feliz: uma casa, uma família maravilhosa, trabalho e saúde. Sim, apesar disso, gostava de ter uma casa maior, desenvolver uns quantos projetos a nível profissional e levar o blog cada vez mais longe mas...cada coisa a seu tempo! Até lá, vou trabalhando e dando o meu melhor diariamente porque apesar de muitos pensarem que não, a sorte não aparece, constrói-se. 

Nos meus 34 anos não preciso de nada mas confesso que algumas coisas desta lista animariam mais este meu dia de aniversário =)





1 fim de semana a 2 (tantas saudades que tenho disto!)





E pronto, venham os 34! Vá, estou preparada (preparadíssima, como diz a Carminho!)

Um beijinho, 

Mafalda 

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

3 meses de Frederica! Yay!

E chegámos finalmente aos 3 meses de vida! Apesar de algumas pessoas acharem estranho, não gosto nada da fase de recém-nascido e, por esta razão, ansiava chegar a esta altura! Acho muito difícil e muito desgastante, para os pais e até para o bebé.  Sim, imaginem o que deverá sentir este pequeno ser que, durante 9 meses, se desenvolveu dentro de uma bolsa. Durante este tempo, esteve protegido de tudo e de todos os ruídos, alimentando-se e fazendo as suas necessidades sempre dentro o mesmo espaço. De repente, nasce e é todo um mundo novo. Muitas vozes, uma ambiente totalmente diferente, uma forma de se alimentar que não conhecia. Isto tudo também deve ser stressante, não concordam? 

No que diz respeito aos pais, já todos sabemos o quanto é difícil. Para quem não conhece esta realidade, esta fase é desgastante porque nos temos de adaptar ao bebé e ele a nós. É uma aprendizagem para ambos no que diz respeito à amamentação, a horários, a modos de ser, a rotinas..enfim, a tudo! E, no meio disto tudo, ainda existe o pior dos monstrinhos que é o monstro das cólicas. Diz-se que passam quando fazem 3 meses e na primeira gravidez pudemos confirmar isso mesmo. Agora, no caso da Frederica, também temos visto que tem estado a abrandar imenso, o que nos tranquiliza! 

Ainda não consigo descrever muito a Frederica porque até há pouco tempo, só comia, dormia e chorava. Chorou muito mesmo. Houve um período em que as cólicas pareceram abrandar mas, logo depois, voltaram em força. Foi mesmo muito difícil. Recentemente, começou a ficar desperta por mais tempo e resolvi arriscar e colocá-la no tapete de atividades para ver se ficava. Começou, a pouco e pouco, a esboçar sorrisos e a observar as cores dos animais pendurados. Uns dias depois, ouvimo-la a fazer os primeiros barulhos com a boca. 

Assim, descobrimos que: 

♥ Gosta de estar nua mas não gostas de te vestir
♥ Leva a mão direita à boca
♥ Faz sons 
 Conhece bem a mãe, o pai e principalmente a mana Carminho (adora a Carminho é impressionante!)
 Adora estar deitada no trocador do quarto 
 Adora tomar banho 
♥ Gosta de ouvir música 
♥ Ri-se quando nos metemos com ela 

À noite dorme 7/8 horas de seguida e, durante o dia, os sonos são de 30 a 45 minutos. Não nos podemos queixar de todo =)





Blusa Os Patinhos (foi da Carminho)
Camisola emprestada
Tapa fraldas Love by Mary

E por aí? Há bebés com 3 meses ou a chegar a esta idade?

Um beijinho, 

Mafalda  

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Carta às minhas filhas

"So I want tonight to express gratitude to all the women who have endured years of abuse and assault because they, like my mother, had children to feed and bills to pay and dreams to pursue. 

For too long, women have not been heard or believed if they dared to speak their truth to the power of those men, but their time is up. 

So I want all the girls watching here now to know that a new day is on the horizon.
And when that new day finally dawns, it will be because of a lot of magnificent women, many of whom are right here in this room tonight, and some pretty phenomenal men fighting hard to make sure that they become the leaders who take us to the time when nobody ever has to say, “Me too” again. Thank you". 

Esta é parte do discurso que a Oprah Winfrey fez quando subiu ao palco para receber o prémio Cecil B. DeMille que reconhece quem se destacou no cinema. Há muito que sigo a Oprah que é uma referência para todos os americanos, não só pela sua história de vida mas, sobretudo, pelo exemplo que dá e valores que transmite. Uma mulher forte, inteligente, sensível e muito humana, é assim que a vejo. 

Ontem, ao ler e ouvir o discurso, pensei na história dos estados unidos da américa (sim, tive de a estudar toda no meu tempo de faculdade!), pensei em todas aquelas mulheres, lembrei-me dos escravos, do racismo e mais ainda, do machismo e sexismo. E depois senti-me gelada porque me lembrei que tenho duas filhas. E que tenho - aliás eu e o André - temos, uma enorme responsabilidade para com elas. 

"Minhas filhas, quero que saibam e que sintam sempre que o pai e a mãe vos amam e vos respeitam, tal como são. Saibam que ninguém terá por vós um amor como o nosso e peço-vos que apenas isso vos chegue para se sentirem fortes e preparadas para enfrentar o mundo. Não têm de obedecer a homem nenhum pois ninguém é dono de vós. Terão sim de respeitar e ser respeitadas. Não têm de sofrer caladas nem muito menos de fazer aquilo que não querem, nem que seja "só esta vez". Lembrem-se que o verdadeiro amor está no respeito, no diálogo, no companheirismo, independemente da orientação sexual que tiverem. Não deixem que vos olhem com maldade nem que vos desrespeitem com piropos. Não deixem que a vossa auto-estima seja abalada por alguém que não vos merece. Amem alguém que seja capaz de vos aceitar como são, que vos respeite, que cuide de vós como se de uma flor falássemos, que tenha orgulho em ser vosso companheiro(a), que vos conheça e que vos ame, com todas as vitudes e defeitos que têm, que vos ame com um brilho nos olhos. Não deixem que vos dominem nem com palavras nem com acções e por favor, se assim for, não tenham medo de falar. Pior é sofrer em silêncio. A verdade tem que ser libertadora". 



Um beijinho da Mãe que vos ama 

Mafalda   

  

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Best of make up - Globos de Ouro 2018

Resolvi fazer uma sondagem no instagram (aqui) sobre a possibilidade de fazer um post com a minha selecção de best of de maquilhagem na cerimónia dos Globos de Ouro 2018 que, como sabem, premeiam os melhores no mundo do cinema e televisão. Como a maioria pediu para fazer, aqui estou eu! =)

No geral, não achei que este ano me tivesse deixado de queixo caído com alguma maquilhagem mais arrojada mas, ainda assim, consegui seleccionar algumas que gostei muito. Ora vejam: 



Uma maquilhagem não muito elaborada com sombra acobreada que, em conjunto com o batom, fazem sobressair este tom de pele maravilhoso 



Adorei esta maquilhagem com a pele mais natural e destaque no esfumado em tom de bronze. 
Com este tom de olhos não é preciso muito para brilhar! 



A Millie foi, talvez, das actrizes que mais brilhou esta noite, não só pela escolha do vestido (Calvin Klein) mas por todo o conjunto. Amei este cat eye e o tom de batom rosadinho



Esta foi, sem dúvida, a maquilhagem que mais gostei. Smokey eyes com acabamento metalizado para dar aquele toque especial de festa, um batom rosa e voilá! Adorei! 



Aquela maquilhagem que nunca falha: um cat eye perfeito e tom pêssego nos lábios 



Uma maquilhagem simples com especial destaque nos lábios (adorei este tom!) 



Que cores vos saltam à vista? O tom esverdeado nos olhos, o tom ameixa nos lábios e o branco nas pálpebras. Tudo escolhido com um propósito: representar as cores usadas nas faixas durante o movimento pelo sufrágio feminino nos finais do século XIX

Gostaram? Qual é a vossa maquilhagem preferida? 

Um beijinho, 

Mafalda 




sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

O meu maior defeito

(Desabafo)

De entre todos os defeitos que tenho, há um que sobressai e do qual não me orgulho nada. Estou prestes a fazer 34 anos (já no próximo dia 18) e confesso que tenho pensado muito nesta questão nos últimos anos.  O que se passa é que tenho uma enorme dificuldade de gerir as expectativas face aos meus amigos, à minha família, às pessoas que amo. 

Estou sempre a levar na cabeça do André e da minha mãe (as pessoas com quem mais desabafo e que melhor me conhecem!) porque me magoo a toda a hora e sofro horrores com isso. As pessoas magoam-me e, geralmente, nem sequer se devem aperceber que o fazem, simplesmente porque a culpa é, muitas vezes, minha. Eu é que fico à espera de alguma coisa, eu é que projeto na minha cabeça, eu é que antecipo, eu é que vivo as coisas ainda antes de elas sequer acontecerem, eu é que faço planos, eu é que desenho acções.

E não dá mais para ser desta forma. Não dá mais para projetar no outro as minhas expectativas, não dá mais para ficar à espera de coisas que não vão acontecer e, sobretudo (é aqui o ponto mais crítico), não dá para esperar dos outros aquilo que eu faria por eles, caso os papéis estivessem invertidos. Os outros são os outros e eu sou eu. Não posso, de maneira nenhuma, continuar a pensar que vão agir de uma determinada forma quando a outra pessoa é diferente de mim. A minha amiga Marta Arrais que escreve semanalmente aqui, há uns tempos escreveu:

"O que ainda não nos passou pela cabeça é que as pessoas "mudam" porque as imaginamos à nossa imagem. Se eu não faria isto àquela pessoa, a mesma pessoa não mo faria a mim. Ou até: se eu sou capaz de dar tanto, com certeza que aquela pessoa saberá fazer o mesmo. Errado. Essa pessoa não és tu. Não sabe as mesmas coisas que tu. Não vê da mesma maneira que tu vês. Não vive da mesma maneira que tu vives. Não faz parte dos mesmos capítulos da tua história."

Por isso, em 2018, quero esforçar-me mais por ultrapassar isto. Quero esperar menos das pessoas, não fazer planos. Não ter expectativas de nada, seja em relação às amizades, aos meus desafios e funções no colégio ou até em relação às minhas conquistas no blog. 

É difícil mas hei-de lá chegar. 

Aos que não nos conhecem pessoalmente e que, ainda assim, nos querem bem, seguem cada conquista e leem cada post, demonstrando carinho diariamente (incluindo as outras bloggers), o meu MUITO obrigada!  



Um beijinho, 

Mafalda

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

É a loucura! Chegaram os saldos!

Pois é, chegou finalmente a época que a maioria das mulheres mais gosta: os saldos! Finalmente podemos ir a correr comprar aquela peça que nos ficou debaixo de olho ou simplesmente fazermos uma selecção de peças enquantos nos sentamos confortavelmente no sofá lá de casa. 

Confesso que nunca faço grandes loucuras nesta época, ao contrário de muita gente que aguarda por esta altura para compor o seu guarda-roupa. Aquilo que faço é mesmo adquirir as peças que mais gostei nas coleções a um preço mais em conta! E isto serve para mim, para o André e para elas. 

Este ano, como o Inverno ainda está a começar e tenho poucas peças para a Frederica (já que a Carminho nasceu no verão), vou aproveitar para comprar alguns básicos, camisas e casaquinhos de malha/lã. Também quero ver se consigo comprar algumas peças matchy-matchy para as manas, claro! 

Dei uma vista de olhos em algumas marcas que gosto muito e decidi fazer uma selecção para vocês. Entre bebé, menina e menino, o difícil será escolher! 


  1. e 12. Zippy 

2, 9 e 10. Sal & Pimenta

4. e 11. Tic Tac Babies

6. Zara

3, 5, 7 e 8. Piupiuchick 


Confesso que há algumas peças desta selecção que irão morar cá em casa. Algum palpite? 

Um beijinho, 

Mafalda 

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Quando forem mães, peçam ajuda!

Quando fizemos o curso de preparação para o parto (aqui), uma das coisas que mais ouvimos pela querida Vanessa tem precisamente a ver com o último post que escrevi. A Vanessa (Enfermeira Obstetra) disse-nos sempre que a maternidade é um momento maravilhoso e único mas, também, um momento extremamente difícil e cansativo para as mães. Disse às mães que estavam presentes para nunca se esquecerem que, em primeiro lugar, estavam elas e os seus bebés e que, por essa razão, não iríamos ser capazes de fazer todas as tarefas que fazíamos anteriormente. Pediu, também, aos pais para estarem presentes nas tarefas domésticas e para não exigirem demasiado das mães porque é um momento de grande fragilidade, não só física mas, sobretudo, emocional. Tudo isto ficou marcado na minha memória. Dizia-nos a certa altura: "não tenham vergonha de pedir ajuda à vossa mãe, não sejam perfeccionistas e deixem-se ajudar, nem que seja com a roupa ou com as refeições. Isso vai fazer toda a diferença no vosso bem-estar e na harmonia da família".

Talvez por ter ouvido aquilo tantas vezes, achei sempre que não ia ser nenhum mar de rosas e, logo que a Carminho nasceu, aceitei logo a ajuda da minha Mãe. Apesar do André fazer muitas coisas, os meus pais faziam questão de passar em nossa casa em fim de dia. A minha Mãe trazia-me compras do supermercado (nem que fosse apenas fraldas!), estendia e tirava a roupa do estendal, cozinhava, enfim...fazia o que houvesse para fazer. Confesso que, naquela altura, me chateava aqui e ali porque as coisas não estavam feitas como costumo fazer mas depressa me habituei. A minha Mãe costuma dizer que ninguém faz as coisas como nós, mesmo que queira muito Por isso, respirei fundo e deixei-me de tretas porque o que interessava verdadeiramente era ajudar e não fazer as coisas como eu faço, porque para isso, fazia eu!

Desta vez, a ajuda da minha Mãe foi bem maior porque o André chegava sempre tarde a casa. A somar a toda a organização de casa, já tinha a Carminho que necessitava da minha atenção até mais do que a Frederica. A nossa Pediatra avisou-nos que ela é que deveria ser a detentora de toda a nossa atenção porque a Frederica apenas precisa de ser alimentada nos primeiros tempos. Podem achar que esta é uma visão muito limitada mas acaba por ser verdade: nos primeiros meses, a Frederica apenas precisa que cuidem dela. Seria fácil se a Frederica tivesse sido um bebé como a Carminho mas, como ninguém é igual a ninguém, isso não aconteceu. Ela é tranquila mas sofreu (e ainda sofre) muito com cólicas. Por isso houve dias em que não consegui dar banho à Carminho ou à Frederica, houve dias em que não almoçei ou jantei, houve dias que fiz a nossa cama pouco antes de me deitar nela, houve dias em que a sala estava o caos, houve dias e dias muito difíceis, mesmo apesar de ter a minha Mãe diariamente das 18h até cerca das 22h/22h30. Foi muito bom termo-nos uma à outra mas só nós sabemos as noites e os momentos difíceis que passámos durante estes 3 meses.

Por isso e, por ter recebido tantas mensagens sobre este assunto, quero deixar-vos a minha experiência. Quem vos rodeia terá certamente sensibilidade para oferecer a sua ajuda mas, se assim não for, não se acanhem de pedir. Por mais pequena que seja, valerá sempre a pena e fará sempre mas SEMPRE diferença no vosso dia. Por vezes, pode até ser a vossa tábua de salvação num dia mais cansativo. Não vivam nem carreguem tudo sozinhas e partilhem as vossas emoções e frustrações com quem mais amam e em quem confiam: isto pode ser a diferença entre estar bem (para vocês próprias e para o vosso bebé) ou estar deprimida.


A Carminho com 1 mês de vida


Um grande beijinho,

Mafalda