terça-feira, 11 de julho de 2017

Reflexões de uma professora em final de ano

Há dias bons e há dias maus. 

Há dias em que tudo nos corre bem, que o nosso trabalho flui, que não há chatices e que o chefe até parece estar bem disposto. Isto para quem trabalha em empresas. 

No meu dia-a-dia de professora, um bom dia de trabalho é um dia em que as aulas correm bem, em que consegui ensinar os conteúdos aos meus alunos (vendo-os interessados e envolvidos) mas, também, um dia onde pude parar para me rir com uma qualquer piada de um aluno, explicar qualquer coisa do quotidiano ou até sorrir perante uma palavra mal pronunciada pelos alunos. 

Por outro lado, um dia mau é aquele em que sinto que a mensagem não está a passar, em que não sinto os meus alunos motivados para aprender, seja porque estão cansados, seja porque a matéria (ou até eu) não os entusiasma. 

É por eles que me esforço, é por eles que procuro saber mais, que estudo, que me atualizo, que procuro novas práticas e novas estratégias para aprender mais e melhor. 

As aulas já terminaram e, ainda assim, sinto que podia ter feito melhor. Serei só eu? 

Para o ano há mais. 

Um beijinho, 

Mafalda    


segunda-feira, 26 de junho de 2017

"Desfraldar!"

Ando, neste momento, com um dilema. Já andávamos a pensar tirar as fraldas à Carminho este Verão e, quando fomos à Pediatra, mais certo ficámos que seria a decisão certa a tomar. Falei com a Pediatra sobre este tema e fiz-lhe imensas perguntas. Ela é da opinião que a Carminho está mais do que preparada para tirar as fraldas porque se expressa bem, porque entende o que lhe dizem e porque considera que, em termos de desenvolvimento, está um bocadinho mais adiantada. 

Sendo o mais sincera possível, confesso que, além de ser um grande passo e uma enorme conquista para a C., iria dar-nos jeito que tirasse as fraldas pois, a partir de novembro, vamos ser 4. Seria muito mais fácil e rápido ir com ela a uma casa de banho e o gasto de fraldas iria ser mais reduzido, ficando apenas exclusivo para o bébé e para as fraldas da noite da Carminho.  

A Pediatra sugeriu tirar de uma vez, ou seja, comprar-lhe umas cuecas com bonecos que ela goste e explicar-lhe que vai começar a usar cuecas como os crescidos, que vai fazer xixi na sanita como a Mãe e o Pai. Sugeriu, também, andar à vontade em casa, se possível de chinelos ou crocs porque vai ,provavelmente, descuidar-se e fazer nas cuecas. Colocar um resguardo no sofá e no carro, ter roupa preparada para trocar nos passeios e, de hora em hora, perguntar-lhe se quer ir à sanita. 

Pensámos, pensámos...e resolvemos deixar esta tarefa para quando estivermos de férias. Estamos no Verão e tenho a certeza que o calor e a praia poderão ajudar também. Neste momento perguntamos-lhe de vez em quando se quer ir à sanita e já foi algumas vezes. Ainda assim, só fez lá xixi uma vez. A minha dúvida é, contudo, a seguinte: 

- colocamos-lhe as fraldas-cueca até se habituar a ir à sanita e só depois mudamos para as cuecas

OU 

- começamos logo com as cuecas? 


Alguma sugestão? 

Um beijinho, 

Mafalda 
      

segunda-feira, 5 de junho de 2017

O dia em que decidimos ser MAIS!

Sempre falámos em ter mais do que um filho. "Dois no mínimo, três no máximo" combinámos. Quando a Carminho nasceu, confesso que foi difícil. Quem me lê desde o início sabe que os primeiros 15 dias de vida se revelaram uma prova de fogo: dois pais de primeira viagem com uma recém-nascida que chorava muito, primeiro durante a noite e depois até durante o dia. Surgem as perguntas e as primeiras dúvidas....será que é fralda suja? Será calor? Frio? Será fome? Depois de irmos descartando possibilidades e de percebermos o que causava tanto choro (fome e cólicas), tudo mudou. Deixámos de pensar que iríamos ter de conviver com um bébé chorão e passámos a acreditar que o choro, quando é intenso e sistemático, existe algo de errado! 

À medida que a Carminho foi crescendo, fomos descobrindo cada sorriso, cada gracinha e fomos também, acompanhando cada superação! De facto e, pelo menos para mim, a maternidade preenche-me totalmente. É cansativo, há dias em que desesperamos, há muito sacrifício e muitas vezes em que somos postas à prova, mas sinto mesmo que não me sentiria tão feliz e tão realizada se Deus não me tivesse dado esta oportunidade!

Assim e, depois de ponderarmos se seria a altura certa, decidimos avançar e.....vamos ser novamente pais! Sim, em novembro seremos 4! 



Mal posso esperar por conhecer este bébé que fará as delícias da Carminho! 

Estou feliz. 

Um beijinho, 

Mafalda  
    

terça-feira, 30 de maio de 2017

O Pequeno Buda

A Carminho só irá para a escola em Setembro do próximo ano (2018) mas, sinceramente, já ando a pensar nalgumas questões, nomeadamente no pequeno-almoço. Por enquanto não nos preocupamos muito, pois bebe leite de manhã quando acorda e a meio da manhã come, geralmente, fruta. Ainda assim, penso que deverá começar a habituar-se a tomar um pequeno almoço mais rico, mais completo e que lhe dê mais energia. 

Há uns dias fui conhecer a proposta da Iswari para os mais pequenos e não podia ter vindo mais satisfeita. O Pequeno Buda é uma sugestão de pequeno-almoço isento de glúten, lactose, e livre de açucares refinados. Uma farinha de preparação rápida que poderá ser consumida sob a forma de papa ou batidos ou simplemente adicionada a iogurtes vegetais. Podem, também, criar receitas de bolos, panquecas,, bolachas, muffins...enfim, um sem número de gulodices saudáveis! A imginação não tem limite! 

Desenvolvido com o apoio e orientação de uma nutricionista, o Pequeno Buda lança-se através de três misturas que têm em comum o trigo sarraceno, a chufa, a lucuma, e sementes de linhaça moídas: 

- uma mistura de banana/maçã com bocadinhos de maça desidratada 

- uma mistura de mirtilo 

- uma mistura de alfarroba 

Escusado será dizer que, além de saborosos e muito nutritivos, estes pequenos-almoços regulam ainda a saúde intestinal e contribubem para o bom funcionamento do sistema imunitário. 

Já dei à Carminho e também nós já experimentámos! Estamos fãs! 


No evento da Iswari  pela lente do Pau Storch (finalmente!) 




A Irene da Joana Gama (amaeequesabe) a tentar convencer-me a abrir o Pequeno Buda para poder provar =)


Com a Claúdia do Sunny November e a Vera das Viagens dos Vs

(só pintando uma flor no braço consegui convencer a Carminho a desenhar um elefante no dela!) 


Super Pai A. +  MEGA fotos do Pau Storch 


Algumas sugestões preparadas pela Marta do blog Martilicious Food e que estavam "supimpas":  


Panquecas de banana e maçã


Trufas com açaí de morango 


Pudim de chia com frutos secos e bagas de goji 


Já me têm perguntado onde poderão comprar o Pequeno Buda, podem mandar vir através do próprio site da Iswari (aqui) ou através das lojas Celeiro. 

Um beijinho, 

Mafalda 



quarta-feira, 24 de maio de 2017

A eterna culpa

Hoje surgiu este tema enquanto almoçava com os meus colegas e lembrei-me que nunca tinha escrito sobre este assunto. 

Acho que, assim de repente, não me lembro de nenhuma mãe que não viva atormentada por este bicho estranho que é a culpa. Para quem ainda não é mãe, posso já adiantar: vão sentir sempre culpa. Umas mais, outras menos mas penso que todas sentem e percebem aquilo que digo. 

Começei a ser invadida por este sentimento logo na sala de partos, quando a minha obstetra me diz: "Já nasceu a sua princesa! Que bela menina! Nasceu com 2,815kg!" O meu coração congelou. Nem queria acreditar, os meus esforços na boa alimentação, repouso e equilíbrio de nada valeram para que nascesse com um peso acima dos 3kg. Passei 9 meses a pensar que ia ter uma bébé com um peso e um percentil normal e nasce abaixo do percentil. A culpa só pode ser minha, devo ter feito alguma de errado durante a gravidez! 

Depois, viemos para casa e começaram os problemas com a amamentação, Carminho a chorar de 2 em 2 horas, a adormecer na mama e a acordar cheia de cólicas. Chorava horas a fio. Não produzo bom leite. A culpa é minha. 

Depois, foi crescendo e as coisas acalmaram até que, perto de fazer um ano, teve 2 estomatites aftosas. Doeu, doeu muito ver um filho cheio de fome mas sem conseguir mastigar, com a boca toda em ferida. Doeu ver a prostração e corta o coração a qualquer mãe ter de dar água a um bébé através de uma pipeta, porque nem sequer consegue tocar com os lábios num copo. "De certeza que não lavei bem os biberons ou as chuchas, tenho de ter mais cuidado". Culpa

Agora que faz asneiras, por vezes zango-me com ela enquanto lhe explico o porquê de não poder fazer certas coisas e, depois, arrependo-me. "Se calhar fui muito dura, sou muito exigente." Culpa.

E assim levamos os dias. Se não comem bem, a culpa é nossa. Se não dormem bem, andamos a fazer qualquer coisa de errado. Se não têm modos, não os sabemos educar. Se ficam doentes é porque não os agasalhámos bem. Enfim....não há como fugir! A culpa anda sempre connosco! 

Hoje dizia-me uma colega que também sente culpa atualmente, mesmo com um filho na casa dos 20! "Ufa, pensei. Não sou só eu!"



Um beijinho, 

Mafalda  



    

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Uma festa infantil saudável

Confesso que, antes de ser mãe, não pensava muito nestas questões da alimentação infantil. Muitas vezes achava estranho que, alguns pais, pudessem oferecer uma sobremesa a um bébé ou acompanhar um prato de carne com batatas fritas de pacote mas nunca me pronunciei. Em questão de educação, cabe a cada Mãe/Pai educar os seus filhos como acha melhor, não é mesmo? 

O que sei é aquilo que não quero para os meus filhos, começando pela Carminho. Preocupa-me a quantidade de açucar e sal presente nos alimentos mas também não vivo obsecada com isso. Já há alguns meses que fizemos algumas mudanças e, por enquanto, estamos a adaptar-nos bem, inclusivamente eu e o A. Desde que engravidei da Carminho que não entra cá em casa outra batata que não a batata doce. Incluímos o arroz integral e a quinoa nas nossas refeições e, recentemente e por insistência da madrinha que leva um estilo de vida mais saudável, optámos por substituir a massa normal por massa integral. Esta foi a mudança mais difícil pois, nós os 3, adoramos massa! 

Acabaram-se as bolachas e os cereais com chocolate e só há tortilhas de milho, marinheiras sem sal e cereais puff - de trigo e arroz. Gelatinas com poucas calorias e iogurtes magros para toda a gente, até mesmo para a Carminho!   

Estamos contentes com estas escolhas e sentimo-nos bem melhor assim. A questão que agora se coloca é relativamente aos anos da Carminho. Tenho pensado muito nisto e estou prestes a abolir as guloseimas. Há quem possa torcer o nariz mas penso que, com o tempo, os paladares se vão educando e as mentalidades possam vir a mudar um bocadinho. Vai dar-nos mais trabalho pois teremos que fazer tudo mas será, com toda a certeza, uma festa mais saudável para todos! 

Estou a pensar substituir as sandes de pão normal por pão escuro, os folhados por fruta e espetadas de tomate com queijo. Espero incluir uns palitos de cenoura com quijo quark e uma mesa com iogurte e toppings saudáveis à escolha. Os sumos poderão ser naturais, limonada por exemplo! 

Estas são algumas ideias que seleccionei para a festa dos 2 anos da Carminho: 

    

O que acham das ideias? 

Um beijinho, 

Mafalda 

P.S - Para quem se preocupa com a alimentação infantil, pode ler o estudo mais recente sobre obesidade infantil aqui

sábado, 6 de maio de 2017

Dia da Mãe ´17

Na véspera do Dia da Mãe, sei que há desse lado muito boa gente que ainda não se decidiu pelo presente...ou porque não teve tempo ou mesmo porque, verdade seja dita, as Mães são difíceis de agradar! =)

Fiz, por isso, uma selecção para os mais atrasados. Esforçem-se porque as Mães merecem tudo! Não somente no dia de amanhã mas TODOS os dias! 


1. Brincos em ouro - Tous  
2. Creme Hydragenist - Lierac
3. Relógio Design Rose - Eletta
4. Perfume La vie est belle Lancôme - Perfumes e Companhia
5. Sandálias em nobuck - Zilian (colecção Spring/Summer)
6. View Bonbonnière - Nespresso
7. Modelador Premium Care Precious Curls - Rowenta 
8. Giant Pro Double Liner - Gosh (na Well´s) 

Um Feliz Dia da Mãe para todas, são as maiores!

Um enorme beijinho, 

Mafalda